terça-feira, 14 de novembro de 2017

Tirinhas Em Aula de Matemática

Os professores de Matemática sabem que o aluno pode apresentar resistência à matéria em virtude da forma como, em geral, os conteúdos são apresentados. Por essa razão, novidades e atrativos são sempre bem-vindos nas aulas.

A proposta de hoje é a utilização de tirinhas nas aulas de Matemática. Como são muitos os autores que relacionam a Matemática em suas historinhas, o professor pode empregar essas obras em diversas situações e momentos, de acordo com a sua necessidade. Vejamos algumas tirinhas e as situações em que elas podem ser empregadas.

Hagar, o Horrível, e os números racionais

Hagar, o Horrível – Chris Browne
Hagar, o Horrível – Chris Browne

Essa tirinha pode ser utilizada pelo professor para introduzir os números racionais. O educador pode iniciar uma discussão com os alunos, por exemplo, para saber quantos números há entre 1 e 10, desafiando a turma a identificar a maior quantidade de valores positivos menores do que dez. Questione ainda quais são os números citados por Eddie Sortudo, pedindo à classe que os reescreva na forma decimal.

Turma da Mônica e a Conversão de Unidades de Medida

Turma da Mônica – Maurício de Sousa
Turma da Mônica – Maurício de Sousa

A conversão de medidas não é lá um dos assuntos mais atrativos para os alunos, não é mesmo? Essa tirinha pode abrilhantar o debate sobre esse tema, trazendo para o conhecimento dos alunos unidades de medidas menos usuais no Brasil, como a légua, a onça e o fahrenheit, medidas de comprimento, de peso e de temperatura, respectivamente.

Peanuts e a Álgebra

Peanuts – Charles Schulz
Peanuts – Charles Schulz

E que tal fugir dos problemas e equações tradicionais? Essa tirinha de Charles Schulz mostra um problema matemático que pode ser resolvido com uma equação após o emprego de uma boa interpretação. Desafie seus alunos a não deixar sua educação “encalhar”, solucionando o problema das cidades que a Paty Pimentinha não conseguiu resolver sozinha.

Calvin e Haroldo e a “Matemática Literária”

Calvin e Haroldo - Bill Watterson
Calvin e Haroldo - Bill Watterson

O aspecto cômico da tirinha de Calvin e Haroldo pode ser empregado na aula de Matemática para instigar a interpretação dos alunos. Muitas vezes os educandos leem um problema matemático e não conseguem interpretá-lo sem a intervenção do professor. Nossa sugestão é que o educador peça aos alunos que expliquem a tirinha e produzam histórias em quadrinhos envolvendo a Matemática.

O Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação – Unicamp) desenvolveu o HagáQuê, um programa gratuito para criação de histórias em quadrinhos. Esse programa pode ser uma alternativa para que os alunos possam produzir as próprias histórias em quadrinhos na escola. Além disso, trata-se de uma ferramenta riquíssima para o trabalho do professor, pois além de usar histórias prontas, o educador pode elaborar tirinhas de acordo com a necessidade de seu conteúdo.


Brasil Escola


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sábado, 11 de novembro de 2017

Bactérias Multirresistentes (MR)

As Bactérias Multirresistentes (MR) estão cada vez mais frequentes nos ambientes hospitalares. Esses tipos de microrganismos possuem a capacidade de resistir aos efeitos de um antibiótico. A resistência aos fármacos pode ser adquirida via: transformação, conjugação, transdução, mutação e seleção natural. A principal medida para reduzir a disseminação de patógenos no ambiente hospitalar é a correta higienização das mãos. A OMS recomenda que a lavagem das mãos deve ocorrer em cinco situações: 
  1. Antes do contato com o paciente;
  2. Antes da realização de procedimento asséptico;
  3. Após a exposição a fluídos corpóreos;
  4. Após contato com o paciente;
  5. Após contato com o ambiente próximo ao paciente. 
O uso dos EPIs recomendados é de extrema importância para evitar a transmissão e a infeccção por seres microscópicos.Os itens que o paciente tem contato e as superfícies ambientais devem ser submetidas à limpeza e desinfecções a cada período em ambientes hospitalares. As Bactérias Multirresistentes (MR) são divididas em três grupos:
  1. MDR (“Multidrug-resistant”) é quando as bactérias são resistentes a um ou mais antimicrobiano de três ou mais categorias testadas.
  2. XDR (“Extensively drug-resistant”) é quando os microrganismos são resistentes a um ou mais antimicrobiano em quase todas categorias (exceto uma ou duas).
  3. PDR (“Pandrug-resistant”) é quando há resistência a todos os agentes antimicrobianos testados.
As MRs mais encontradas em ambientes hospitalares são:
  1. Klebsiella pneumoniae: são bactérias oportunistas e Gram negativas que causam infecções nosocomiais além de causar infecção dos tecidos moles e infecções de incisões cirúrgicas. Normalmente apresentam resistência a cefalosporinas de 3ª ou 4ª geração, monobactâmicos e carbapenens (imipenem ou meropenem) com ou sem mecanismo resistência KPC (enzima Klebsiella pneumoniae carbapenemase).
  2. Enterobacter cloacae: são bactérias Gram negativas que causam infecções do trato urinário, ferida cirúrgica e até mesmo bacteremia . No entanto, as infecções mais frequentes são do tipo nosocomial em pacientes imunocomprometidos.
  3. Escherichia coli: são bactérias as quais certos serotipos podem causar graves intoxicações alimentares. Elas possuem lipopolissacarídeo (LPS) que ativam o sistema imunológico de forma desproporcionada e a vasodilatação excessiva provocada pelas citocinas produzidas pode levar ao choque séptico e morte em casos de septicemia. Podemos classificar essas bactérias em: EPEC, ETEC, EIEC, EHEC, DAEC, EAEC, UPEC e SEPEC.
  4. Stenotrophomonas spp.: Existem dois tipos dessa bactéria, S. africana e S. maltophilia, as quais são aeróbicas e gram negativa. São responsáveis por infecção no trato respiratório.  
  5. Serratia spp.: A infecção por Serratia é responsável por 2% das infecções nosocomiais de corrente sanguínea, do trato respiratório inferior, do trato urinário, feridas cirúrgicas, pele e tecidos em pacientes adultos. Houve surtos de meningite por S. marcescens, infecção da ferida e artrite em enfermarias pediátricas. Esse tipo de bactéria pode causar endocardite e osteomielite nos seres humanos viciados em heroína.
  6. Enterobacter aerogenes: é uma bactéria nosocomial e patogênica que causa infecções oportunistas incluindo a maioria dos tipos de infecções. Normalmente, essa bactéria ocasiona infecção em catéter venoso e procedimentos cirúrgicos.
  7. Burkholderia cepacia: é um grupo de bactérias composto de pelo menos nove espécies diferentes: B. cepacia, B. multivorans, B. cenocepacia, B. vietnamiensis, B. stabilis, B. ambifaria, B. dolosa, B. anthina e B. pyrrocinia. São transmitidas por fluídos ou cateteres contaminados ocasionando infecções no trato respiratório.
  8. Chryseobacterium spp.: São bactérias responsáveis por infecção no trato respiratório e acesso venoso através da má higienização da incubadora. Existem várias espécies desse grupo de bactérias: Chryseobacterium aahli (Loch and Faisal 2014), Chryseobacterium angstadtii (Kirk et al. 2013), Chryseobacterium antarcticum (Yi et al. 2005 e Kämpfer et al. 2009), Chryseobacterium anthropi (Kämpfer et al. 2009), Chryseobacterium aquaticum (Kim et al. 2008), Chryseobacterium arthrosphaerae (Kämpfer et al. 2010), Chryseobacterium artocarpi (Venil et al. 2014), Chryseobacterium balustinum (Harrison 1929 e Vandamme et al. 1994), Chryseobacterium bernardetii (Holmes et al. 2013), Chryseobacterium bovis (Hantsis-Zacharov et al. 2008), Chryseobacterium contaminans (Kämpfer et al. 2014), Chryseobacterium elymi (Cho et al. 2011), Chryseobacterium flavum (Zhou et al. 2007), Chryseobacterium gallinarum (Kämpfer et al. 2014), Chryseobacterium gleum (Holmes et al. 1984 e Vandamme et al. 1994), Chryseobacterium hagamense (Cho et al. 2011), Chryseobacterium indologenes (Yabuuchi et al. 1983 e Vandamme et al. 1994), Chryseobacterium jejuense (Weon et al. 2008), Chryseobacterium kwangjuense (Sang et al. 2013), Chryseobacterium pallidum (Herzog et al. 2008), Chryseobacterium scophthalmum (Mudarris et al. 1994 e Vandamme et al. 1994), Chryseobacterium taiwanense (Tai et al. 2006), Chryseobacterium vietnamense (Li and Zhu 2012) e Chryseobacterium meningosepticum (King 1959).
Existem certas espécies de bactérias que são do tipo MRSA (Methicillin-resistant Staphylococcus aureus). Staphylococcus aureus resistente à meticilina é uma superbactéria tendo como as colónias mais comuns no sistema respiratório e feridas abertas, cateteres intravenosos e sistema urinário. Esta espécie de bactéria matou cerca de 19.000 norte-americanos em 2005, a maioria deles em hospitais, de acordo com um relatório publicado em outubro no Journal of the American Medical Association. A meticilina atua na inibição da síntese da parede celular bacteriana por ligação e inibição competitiva da enzima transpeptidase utilizada pelas bactérias para gerar ligações cruzadas.


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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Trens Podem Voltar a Circular no Interior da Paraíba


As cidades de Guarabira, Mari, Cruz do Espírito Santo e Itabaiana estão entre as que podem ter ramais do sistema ferroviário metropolitano já instalado na Grande João Pessoa. A informação foi confirmada pelo superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Wladme Macedo.

Durante reunião, Macedo afirmou que a CBTU tem interesse em esticar as linhas, mas esse procedimento depende do governo federal. Segundo o superintendente, as prefeituras estão de olho nos ramais da Transnordestina na Paraíba, já descartados pelo governo federal, e que alcançam várias cidades do estado, inclusive as quatro mencionadas acima. Também houve encontros e discussões com outros prefeitos do Brejo e da Grande João Pessoa.

Wladme explicou que os prefeitos interessados em ampliar o sistema de trens devem fazer solicitações formais aos ministérios das Cidades e dos Transportes. Só depois desse procedimento burocrático vencido e com as devidas autorizações, é que a CBTU poderá agir.

“A Companhia não tem autonomia para decidir sobre a utilização das linhas da Transnordestina na Paraíba. O caso cabe ao governo federal, por meio dos dois ministérios, mas a CBTU tem interesse na ideia e orientou os prefeitos que procurem Cidades e Transportes para que seja resolvido. Estando autorizado, a CBTU tem todas as competências para seguir em frente com a ampliação das linhas da região metropolitana”, explicou Wladme.

Hipótese de funcionamento

Wladme Macedo adiantou como poderia ser o funcionamento do sistema ampliado de trens para outras cidades da Grande João Pessoa, como Cruz do Espírito Santo, e municípios próximos, como Itabaiana.

A ideia inicial contemplaria uma estação de integração em Santa Rita que permitiria baldeação para os outros municípios.

Caso o sistema novo de VLTs não fosse suficiente para chegar até esses locais, já com as oito composições, os trens antigos seriam reformados, ganhariam ar-condicionado e as linhas também passariam por reformas.

Transnordestina

O sistema de linhas férreas da Transnordestina começa no Porto de Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE), e segue para o Porto de Suape, em Ipojuca (PE), com aproximadamente 1,7 mil km, passando ainda pelo Piauí.

De acordo com Wladme Macedo, o trecho da Transnodestina que há na Paraíba não será utilizado pelo governo federal e pode ser disputado pelas cidades que têm interesse em instalar sistemas de trens.

Sistema atual

Atualmente, o Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa é operado por composições a diesel. Apenas uma linha férrea permite a operação do sistema e tem 30 km de extensão, passando por João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, com 10 estações em operação, transportando cerca de 10,1 mil passageiros/dia.

Ampliação confirmada

Conforme a CBTU, todo o sistema de trens da região metropolitana será substituído por oito composições do VLT. Duas delas já estão na Paraíba, sendo que uma está em operação de forma experimental.

Em quatro anos, a partir de 2015, todas as estações deverão ser reformadas, novos pontos construídos e o sistema de trens metropolitano definitivamente modernizado. O investimento inicial já chega a R$ 70 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, do governo federal.

Por Vavá da Luz



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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O Professor no Brasil Merece Reconhecimento?

Essa pergunta deve ser feita por toda a sociedade Brasileira, de forma verdadeira e sem hipocrisia, já que de forma sã todos sabem que a educação é com certeza o caminho a ser seguido por toda sociedade organizada, no entanto falar em educação hoje é refletir de forma inerente, a imagem de um dos profissionais mais requisitados e necessários nos dias atuais, o professor, que diante das atuais circunstâncias é um dos profissionais que merece receber de toda a sociedade respeito, admiração e prestígio.

O Professor é o profissional responsável em grande parte, pela formação dos inúmeros outros profissionais que atuam em nossa sociedade. No entanto infelizmente ainda não recebe de nós o reconhecimento a que eles têm direito, além de serem usados como promessas de palanques, no sentido de receberem melhorias e condições dignas de trabalho, pouco ou quase nada esta sendo feito, no sentido de melhorar verdadeiramente a nossa educação. Grandes partes dos nossos parlamentares se intitulam defensores da educação e dos profissionais que nela atuam, no entanto a cada inicio de mandato nada é feito no sentido de ao menos reconhecer, o quanto esses profissionais são necessários a nossa sociedade. Não falo de salários, já que esse tema ao que parece quanto mais é discutido, mais o professor fica desprivilegiado financeiramente.

Infelizmente mesmo tendo ex-professores fazendo parte de nossos parlamentos, praticamente nada é realizado na forma de projeto no sentido de reconhecer o trabalho indispensável desses profissionais, três grandes benefícios que algum parlamentar  verdadeiramente defensor da educação poderia fazer na forma de projeto, no sentido de reconhecer o valor do professor, o primeiro seria federalização dos salários, pois essa seria com certeza a primeira forma de acabarem com as várias injustiças que ainda prevalecem Brasil afora, a segunda seria a isenção de pagamento de imposto de renda ou redução de pelo menos 40% do valor total, tudo isso claro obedecendo alguns critérios como mais de sete anos de trabalho efetivo dentro da escola pública.

E por fim a isenção de impostos e facilitação no financiamento da compra de veículos automotivos populares com capacidade para no máximo cinco pessoas, pois diante dos enormes problemas de mobilidade que a nossa sociedade se encontra, ainda é bastante comum encontrar nas estradas Brasil afora, Professores que moram em determinados municípios com enormes problemas de mobilidade, por terem que se deslocarem para outros onde os mesmos lecionam. Essas propostas com certeza podem proporcionar uma substancial melhoria na qualidade de vida do professor, pois além de melhorias na saúde, ele ira adquirir certa facilidade de locomoção. Dessa forma provamos que para valorizar esse profissional de forma verdadeira, basta apenas proporcionar benefícios na forma de projetos de lei em nossos parlamentos, e com certeza no futuro veremos o resultado que queremos, com uma educação de qualidade, e com profissionais valorizados e satisfeitos.
 
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